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28 de julho de 2010

Capítulo 9

No caminho até Campo Trog, decidimos usar primeiramente de política e instruí a Ju, apesar de desnecessariamente, a tentar não parecer que roubaríamos o Marechal caso ele não aceitasse nos repassá-lo. Chegamos à cidade por volta do meio-dia.
O Campo Trog era uma cidade extremamente singular na minha visão. A arquitetura era bem rústica e usavam muitos ossos e presas de animais grandes como os Kodos para ornamento. A religião era outra base de ornamento visível na arquitetura do local, muitos símbolos grandes ostentavam as portas e as janelas das casas em forma de folhas e cunhas. A cidade era bem fechada e o espaço entre as casas era pequeno, diferente de Falkalen onde a coisa era bem espaçosa e ventilada, alguns comerciantes, todos Orcs, faziam suas lojas de alimentos visivelmente anti-higiênicos no chão como os camelôs que vendem relógios nas avenidas do Rio de Janeiro.
- Não acredito que o Marechal tá por aqui. – Choramingou a Bella que visivelmente, tal como eu, desaprovava aquele comércio asqueroso.
Buscamos o Pub e perguntamos para a gigantesca figura do barman, Garn, sobre o homem que falava que era do exército e etc.
- Vocês são humanos muito sortudos. – Respondeu-me com uma voz muito rouca e grossa. – Em três semanas teremos uma apresentação com o homem na arena da cidade. Suba a estrada logo ao lado do meu bar e siga reto, você chegará até a arena de Gurubashi logo. – Não acreditei no que eu ouvi... Gurubashi por um acaso é uma arena que fica em Booty Bay, do World of Warcraft.
Pagamos a bebida e saímos cada um para um lado. O Jean foi procurar tabaco, a Ju tentar vender as pedras etéreas que dispúnhamos em excesso, Sharp, eu e Bella seguimos caminho juntos, uma vez que fui até a arena para ver se descobria algo... Como era de praxe, combinamos de nos encontrar no mesmo Pub ao anoitecer.
Chegando à arena, descobri que o espetáculo tinha entrada franca e que certo Orc burguês estava preparando-o. Na mesma hora pensei na história da humanidade: Política do pão e circo pra afastar a cabeça das pessoas dos reais problemas...
Comecei a bolar um plano mirabolante na minha mente: Só tenho duas formas de tirar o Marechal de lá: Ou comprado, ou morto e o preço de um escravo mediano era exorbitante, coisa como $3M (três milhões), o Marechal devia valer pelo menos $10M se estava sendo tão lucrativo assim.
Fui a vários lugares na cidade para reunir informações...
- Torno o Apotecário! – respondeu-me o imenso Orc, dono de uma muito suja farmácia, com quem eu conversava. – Eu sou o médico do Gallup, o dono do cara do exército. – Começaram a se passar várias possibilidades em minha mente... A princípio, o resgate do Marechal tem que ser algo pacífico, sem derramamento de sangue, mas é claro que isso pode perfeitamente ser feito sem ninguém nem descobrir. Ou seja, o Marechal poderia simplesmente morrer. Comecei a explorar os conhecimentos daquele Orc e descobri que não entende muito da medicina humana e que não sabia bem como funcionava o corpo humano, então comecei a jogar o maior caô que eu já tinha inventado na vida:
-... Nossa que interessante, pois eu sou médico na terra dos humanos e não só médico físico, mas psicológico e pra te ser franco, eu vim aqui só pra entender a cabeça desse homem. Será que você conseguiria uma audiência minha com esse Sr. Gallup? – Ante a caraça de desconfiança que me fazia eu lancei – sabe como é parceiro, pelo bem da ciência... – Notei que hesitaria muito mais com argumentos tão retrógrados então resolvi jogar com seus interesses... Afinal, orcs são orcs... – Será que não tem nada que eu possa fazer para que me ajude a chegar até esse tal de Cláudio Marechal?
Depois de refletir um pouco, Torno resolveu me dar algumas tarefas fáceis para um arqueiro como caçar algum animal específico e coletar algumas ervas de algum lugar longínquo, coisa que certamente eu não iria fazer... Procurei a casa de leilão e encontrei nos registros o que o preguiçoso e lento apotecário com tanta vontade buscava e reservei, mas não comprei ainda, voltei para o Pub e expliquei meu plano para o pessoal...
- Seguinte galera, todos sabemos, graças à universidade, que têm algumas plantas que, mesmo aqui, na terra do nunca, têm efeitos no ser humano, facilmente reversíveis e que graças a isso podemos aplicar no resgate do Marechal. Acho que a princípio devemos tentar este método, então poderemos alegar que é algo muito pesado e que não tem cura e etc. e nós três sabemos – a Ju, a Bella e eu – que a garnísia que é uma plantinha pequena que tem aos montes em Falkalen e que por um acaso eu colhi para fazer poção de paralisia para por na ponta das minhas flechas, causa falência generalizada dos músculos o que faz com que a pessoa pareça morta. Nós po...
- Marko, você não está sugerindo matar o Marechal né? – A Bella... Seria um obstáculo difícil convencê-la. A Ju percebeu isso, tanto que fez que sim pra mim com a cabeça e saiu da sala. O Jean parecia não ter entendido muito bem.
- Bella, entenda uma coisa: Vai ser impossível tirarmos o Marechal daqui sem um plano mirabolante assim, o Sr. Gallup Jamais vai nos vender o Xexal por meras 10 ou 15 mil pratas que temos! Teremos que dar um jeito de tirar ele de lá e não podemos lutar contra a cidade toda!
É a conversa rendeu pelo menos duas horas e o Jean só levou vinte minutos para entender o que eu queria fazer exatamente.
Meu plano, afinal, não era tão complicado: Pôr o Marechal inconsciente, dizer que ele estava morto e logo levar o corpo dele para “pesquisas científicas”. Talvez o orc aceitasse vender o corpo do Marechal caso eu dissesse que vale de algo...
No final até a Bella concordou... Muito puta da cara, mas aceitou que de outra forma teríamos que lutar com Campo Trog inteira e ainda que saíssemos vivos, Orquish seria nossa inimiga forever enever till’ the end of times...
Pois passei alguns dias longe da farmácia do orc Torno, e perto das reclamações da Bella, até que chegassem minhas encomendas, então resolvi levar suas plantinhas e peles de animais para que me apresentasse ao Sr Gallup como médico altamente renomado de Múrcia.
- Boa noite Sr Gallup... – Cumprimentei o orc de estatura mediana (um pouco menor que eu) e pele um tanto desbotada em comparação a todos os outros orcs que eu tinha conhecido. Levava uma grossa trança única na cabeça que mantinha seus cabelos para cima e alguns gravetos bem moldados ornamentava sua barba. Era cego de um olho e levava um cajado sem pedras etéreas visíveis. Respondeu-me com uma vez de idoso, mas ainda assim extremamente grossa:
- Ah, olá humano, você é um tanto jovem para ser médico ein?
- Ah, a ciência não nos impede mais senhor nos dias de hoje, quanto mais sabemos, melhor. – Engajamo-nos numa conversa sobre biologia que a pesar de sempre ter sido minha pior matéria no colégio, eu notava como eu sabia claramente muito mais que eles. Tentei não demonstrá-lo, pois me tornaria rude e soberbo fazendo isso e só ganharia a antipatia do meu inimigo e esse não era meu objetivo.
Depois de quase três horas discutindo biologia e então astronomia com o orc resolvi lançar uma indireta logo depois de uma golada em um chá de verbena muito ruim:
- Sr. Gallup, tenho ouvido falar muito deste tal escravo humano seu que vence orcs e leões em batalhas, ao que me consta ele diz ser de outro lugar, certo Rio Januário – forcei-me errar a palavra para manter a discrição – e diz ser Marechal do exército é isso mesmo?
- Sim, já ouvi o que ele diz e lhe garanto jovem, as histórias deste rapaz fazem um remoto sentido, pois ele conta histórias de um mundo onde os humanos dominam e não existem... – Então começou a descrever o pouco que se lembrava sobre as histórias que o Marechal certamente contou-lhe sobre a Terra. Tentei manter um interesse singular no assunto, pois se supunha que eu era psicólogo ou algo parecido então tive que sufocar meu tédio de ouvir histórias que eu já conhecia muito bem além de engolir todos os erros que cometia contando-me a minha própria história. Depois de ouvir por mais meia hora decidi lançar uma direta:
- Essas histórias são extremamente interessantes Sr Gallup, eu não definitivamente não sabia que podemos usar aparelhos e torres com botões para falar uns com os outros – Tentei reproduzir sua porca descrição de um celular – e para poder entender a mente de um homem assim eu preciso falar diretamente com ele... – Estava óbvio que iria no mínimo hesitar, e o fez a princípio, mas depois de mais alguns minutos de diálogo, consegui usar meu veneno político muito bem treinado para visitar a cela de meu amigo querido.
Enquanto íamos em direção as masmorras, sempre dois passos atrás do orc na mente dos ratos que saíam voando do caminho enquanto passávamos, procurei para ver se conseguiria descobrir onde era a cela do Marechal. Logo a encontrei no final de um corredor, uma cela privilegiada e só para ele, como eu esperava. Usei o mesmo rato que me havia informado da localidade para levar um pedaço de papel que eu havia confeccionado antes de entrar na casa. De forma que quando cheguei a sua cela, o Marechal já sabia o que tinha que saber:
“Eu era mesmo o seu amigo e não uma alucinação e viria em seu resgate.”
Quando vi ao longe atrás das grades aquela inconfundível figura magricela reconheci o Marechal no ato, mais ou menos com a mesma estatura do Jean, o Marechal era um tanto mais magro que ele e muito mais ágil, tinha os olhos escuros assim como o cabelo a pele um pouco mais escura que a minha, e um pouco mais clara que a do Jean, vestia uns trapos bem conservados e um boné visivelmente feito por ele mesmo.
Ao abrir a cela, o Marechal reagiu exatamente como eu esperava: Surpreso por ver um humano depois de mais de três meses entre orcs, mas não surpreso demais a ponte de demonstrar que me conhecia. Notei o meu ratinho mensageiro sentado no canto da cela e me agradeci por não esquecer-me de manter o encantamento nele.
Troquei algumas palavras com o Marechal como se nunca tivéssemos nos visto expliquei-lhe como eu e um “grupo de cientistas seletos” estávamos estudando fenômenos como o dele e recitei os nomes de cada um desses “cientistas”, Jean e Juliana, para que ele soubesse com quem eu estava... Não falei o nome da Bella de propósito, pois eu sabia que se eu dissesse, desataria a chorar e não sei bem se teria criatividade para dizer que conheceu alguém com esse nome e etc.
Quando eu ia saindo da cela com seu dono, o Marechal me faz a cagada de perguntar:
- E o resgate? – Congelei na hora, mas fiz cara de desentendido e consegui pensar rápido, virei a cabeça lentamente fazendo careta para o orc e perguntei em voz baixe de forma que o escravo não pudesse entender:
- De que ele está falando? É contigo?
- Não sei – Respondeu-me o orc. Então teatralmente mudei meu rosto para alguém desentendido para depois virar-me para o Marechal e responder claramente sua pergunta:
- Isso virá com o tempo garoto, não se preocupe... – Voltei a olhar para o orc e fiz cara de interrogação.
Como eu sabia que teria que explicar para o orc, comecei a elaborar uma mentira muito boa até que me perguntou por que respondi aquilo:
- A mente do ser humano prega muitas peças em seu dono, possivelmente me ligou a algum fato que já ocorreu em sua vida ou talvez tenha a esperança que eu vá resgatá-lo. Pobre! – Concluí como se isso fosse a coisa mais banal e eu visse todos os dias. E consegui convencer o burro orc.
Depois de me despedir do orc, saí de sua casa e procurei alguma entrada para o esgoto nos arredores de sua casa, então voltei para o Pub com as boas notícias.

Sharp entendeu perfeitamente o que eu fiz, sem precisar explicar trinta vezes como tive que fazer para que os outros entendessem: enquanto eu estava na masmorra, eu soltei um pequeno rubi quase explodindo com minha mana no chão e um pedacinho de papel logo a seu lado. O rubi estava encantada para atrair ratos e o primeiro que comeu a pedra seguiu à risca minhas ordens: pegou o pedaço de papel e levou-o direto para o Marechal além de minha mana em mim e a minha mana na pedra dentro do rato estão fortemente conectadas, enquanto o animal estava perto de mim na cela eu criei um vínculo de mente poderoso com ele o que me permite coordenar seus passos livremente. Assim eu tenho olhos e ouvidos dentro da cela. É uma pena que esse tipo de conexão só vai servir até algum gato pegar o rato ou a mana na safira acabar, mas de qualquer forma eu teria um espião dentro da casa que me forneceria qualquer informação necessária.
Depois de alguns dias perto da casa, eu tinha uma planta perfeita da casa com detalhes das suas passagens secretas e todas as entradas e saídas. Mesmo com o orc me permitindo visitar o Marechal temporariamente, eu levava uma folha encantada que me permitia escrever e mostrar pra ele e logo ela se apagava sozinha e então ele me fazia o mesmo enquanto me contava histórias em voz alta e eu fingia tomar nota. Seu dono não nos acompanhava para ver o que fazíamos, mas deixou um orc tamanho três por quatro na porta como guarda caso acontecesse algo.
Entre nossas conversas, o Marechal me contou que andou roubando muita comida do dono dele sem ser percebido, disse-me que o fazia nos horários de sol, que era quando todos os escravos eram liberados por um tempo no pátio para espairecer e exercitarem-se. Disse que todos os outros escravos só não são fortes e bem-dispostos como eles porque os que tentam roubar perdem as mãos, mas ele era experto o suficiente para pegar as coisas sem ser percebido. Essa seria uma interessante skill para nosso grupo – pensei.
Contei-lhe sobre a Bella e que ela, assim como ele, já não aguentava mais essa distancia. Notei o pesar em sua letra quando falou sobre ela. Logo me contou tudo sobre seu tempo naquele mundo alienígena:
Como todos nós, sua ultima noite teria sido aquela na Lapa, enquanto ia para casa, dormiu no ônibus onde viajava e acordou dentro de uma cela sobre uma carroça cheia de escravos a caminho da cidade de Campo Trog. Ninguém sabia como tinha ido parar ali e nem quem era, e ele só sabia perguntar onde estava que ali não era seu lugar e etc. e desde então ele simplesmente servia como escravo lutando e tentando sobreviver como pode.
- Segundo ele, Bella, ele recebe tratamento especial por aqui por ser mais forte que todos os outros escravos, ele não é açoitado quase diariamente como os trabalhadores e recebe comida um pouquinho melhor que os outros além do que ele já rouba... Ele está sendo bem tratado até mesmo para um escravo em minha opinião.
- Tem graça né Marko? – Respondeu-me Bella como se eu tivesse desistido de resgatar o cara.
- É claro que não vamos deixar o resgate dele de lado por conta disso. – Contestei.
Meu plano seguia em linha, comecei a conversar com o Marechal e ele havia entendido os riscos, riscos esses que eu preferi não contar para a Bella, é claro, de qualquer forma, ele resolveu aceitar a proposta de fingir uma morte para o seu dono e então eu como médico iria reclamar o corpo para estudos médicos futuros. Mas o próprio Marechal pediu que eu administrasse a droga para ele somente depois do próximo espetáculo que seria depois de amanhã então resolvi esperar e nesse meio tempo fechei bons negócios, vendi algumas armaduras e comprei outras. Meu arco encantado por Gawa já estava desgastado assim que comprei um arco longo com corda de crista de unicórnio nórdico e com duas presas de Javalindo que é uma espécie de javali encantado, que mesmo encantando e apesar do nome, continua sendo feio...
- “O dia D chegou, se esse é o lugar, então aqui estou...”, pois é amanhã vou começar a administrar a droga do Marechal galera, fiquem prontos para sair da cidade a qualquer momento, pois assim que eu “descobrir” que ele morreu, terei que levar dinheiro por seu corpo...
Durante a batalha do Marechal a qual eu observava no camarote do seu dono, apliquei-lhe uma pergunta:
- Se seu homem morresse em uma dessas batalhas, eu poderia ficar com seu corpo para estudos científicos?
O orc, pego muito desprevenido com minha pergunta virou-se completamente para mim para me encarar com uma grande interrogação na caraça feia perguntando:
- O que exatamente você quer dizer com isso? – Foi quando eu vi uma cena que me fez arregalar os olhos maiores do que ovos... O marechal havia recebido um golpe fatal de espada de seu oponente. Os momentos que se seguiram, foram em câmera lenta para mim: O Soldado baixou a espada com toda a força sobre o ombro pelado do Marechal que vestia muito pouca armadura que conseguiu pôr seu escudo de cobre na frente do golpe, mas seu torso sangrava com um corte profundo entre duas costelas. Eu teria problemas para consertar se a hemorragia atingisse o pulmão. Depois desse golpe, o Marechal dobrou-se sobre si mesmo até tocar o chão com a mão esquerda, livre, eu pensei que havia sucumbido, mas não foi exatamente isso. Pegava uma ponta de uma lança quebrada para enfiá-la de baixo para cima certeiramente no coração de seu oponente sem reação que caiu de lado sem poder se defender.
O orc levantou-se e urrou sozinho gritando “Marechal, Marechal, Marechal” o logo toda a platéia começou a ajudá-lo.
Aquele rasgo entre suas costelas seria um problema para mim, pois eu sabia que teria que cuidar daquilo e sabia que aquilo retardaria em alguns dias nosso tratamento para “matar” o Xexal.
O orc levantou-se e ordenou-me com a costumeira nenhuma polidez dos orcs que o seguisse, então fomos até onde estava o Marechal.
- Pode cuidar disso Marko? – Perguntou-me o orc referindo-se ao golpe que o Marechal recebera. Analisei com cuidado a ferida e percebi que era tão superficial que era parecia que o próprio Marechal tivesse se cortado só para parecer que... Tinha um motivo para estar morrendo. Olhei fundo nos seus olhos e um sorrisinho maroto brotava entre seus dentes. “Há vagabundo” pensei na hora e eu sabia que ele pensava o mesmo...
Os próximos dias fora dias de sofrimento e dor para o pobre marechal... Ou muito teatro mesmo, porque além de paralisia, o remédio era um forte analgésico e por isso eu sabia que todo o berreiro que o Marechal fazia era pura manha.

Depois de alguns dias, meu amigo estava totalmente petrificado e meu plano seguia perfeito. Eu sabia que possivelmente o Marechal se sentiria muito quente sob o efeito desse remédio, mas era um efeito colateral que ele teria que aguentar para poder sair daquela vida. Quando percebi que o Marechal já não fazia mais encenação porque seus músculos não o obedeciam, dirigi-me para o orc e perguntei:
- Vocês fazem algo com os corpos de seus escravos ou eu posso levá-lo par aminhas pesquisas como eu perguntei na arena?
Depois de pensar um pouco o orc disse que os corpos de seus escravos costumam valer alguma coisa e eu sabia que era verdade então ofereci algumas moedas pelo inerte, mas bem vivo, pois eu sabia Marechal.
Depois de pagar $300 pelo “ex-cravo”, saí pela porta com um Jean bem-instruído para não falar sobre a nossa amizade e levei o corpo bem-embalado até o Pub. Saímos da cidade na mesma noite em direção a Falkalen. De acordo com os livros, o corpo de uma pessoa agüenta até três dias sob o efeito do veneno de garnísia então o corpo começa a morrer de fato, uma viagem até Falkalen levaria menos de um dia, pois todos tinham montaria então tudo estava sob o mais perfeito controle.
Levamos somente um dia até Falkalen, onde pudemos usar os conhecimentos em magia da Ju, da Bella e de alguns dos médicos-magos de Falkalen para restabelecer o Marechal. Foram mais de dez dias trabalhando duro pro organismo do cara funcionar direito.
Parece até que já estava tudo programado porque no fim desses dez dias, William veio me dizer que o Professor Newton da Universidade do Éter da Múrcia enviou um pombo dizendo que havia recebido informações sobre a Nicole e o Faro e que ela estaria na terra dos Anões em Kalimenor e em ele arrumando confusões por Gimly.
Putz... De acordo com o mapa isso era do outro lado do mundo... Mas Porra, eu vim até aqui pelo Xexal, porque eu não iria até lá pela Nic e pelo Faro?